sábado, 15 de novembro de 2014

Como nascem os paulistas?

Em 2012 nasceram 610 mil bebês em São Paulo. Mais de 60% desses paulistinhas vieram ao mundo via cesariana. 60 é muito? Sim, muito. A OMS diz que o percentual de cesáreas não deveria passar de 15%. Minha irmã Priscila, parteira contemporânea da Primaluz, diz que há uma histórica epidemia de cesáreas no Brasil e que somos os campeões nesse procedimento.

Há um mês, a ANS lançou algumas propostas para enfrentar o problema que foram mostradas pela Folha do dia 15/out, veja:



Esse gráfico me deixou mais curioso sobre os dados dos nascidos vivos disponíveis no SINASC. Deu um certo trabalho porque tive de extrair as bases do velho TABWIN que atualmente está bem tabajara, com perdão do trocadilho.

Coletei os últimos dados publicados sobre São Paulo (2012), e resolvi fazer uma história. Como eram mais de 610 mil casos, tomei uma amostra aleatória de 10 mil para facilitar o estudo dos comportamentos por tipo de parto (cesárea e normal).

Foi fácil achar coisas interessantes nesses dados. Na história contada no Tableau abaixo, você terá três tópicos cujas conclusões principais são:

Tópico 1: Durante o ano de 2012, as cesáreas oscilaram entre 60 e 65% ao mês. Abrindo-se por dia da semana, vemos que há uma redução delas nos finais de semana, sobretudo no domingo. Vemos também uma redução durante a madrugada. Isso me parece associado a um comportamento de agendamento das cesáreas por parte de médicos e mães.

Tópico 2: Entre as mães mais jovens há menor proporção de cesáreas, assim como para as solteiras. As cesáreas aumentam com o aumento da escolaridade da mãe.

Tópico 3: Nas principais cidades de SP, as cesáreas são bem acima dos 15% preconizado pela OMS

Agora convido você a manipular os gráficos do Tableau e tirar suas próprias conclusões. Comece clicando no tópico que desejar, espero que goste:


Diante desse quadro, sugiro a você, que está grávida ou pretende estar, procurar mais informação a respeito. Minha comadre Marici Braz, que é médica, recomenda um grupo do qual ela faz parte, o Sumaúma, cujo objetivo é levar informações à gestate para que ela tenha seu parto com escolha consciente e não passe por uma cesariana desnecessária.

Até
Roberto

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