terça-feira, 30 de setembro de 2014

Um caso para gráficos com dois eixos.

No suplemento "Eleições 2014" da Folha de hoje, apareceu um gráfico em forma de espiral que deve ter chamado bastante a atenção dos leitores. Espaçoso, ele tomava quase uma página inteira:



Talvez quem o viu possa pensar que sua informação seja complexa para ser entendida e passe a tomar mais cuidado para interpretá-lo, ou simplesmente desista dele por não lhe parecer muito familiar. Vamos vê-lo mais de perto então...



Com dados anuais de 2001 a 2013, ele traz somente dois indicadores: gastos com saúde em todas as esferas de governo, e o percentual correspondente à esfera federal.

Minha sugestão neste caso é não causar, como se diz na gíria. Basta usar um gráfico com dois eixos, deixando um deles para barras (gasto total) e o outro para a linha (percentual federal). Isso daria um entendimento rápido e preciso ao leitor. Veja o resultado:



Vale lembrar que o gráfico da Folha não é uma invenção própria. Trata-se de um diagrama polar e foi desenvolvido e usado durante a Guerra da Crimeia (1853-1856) pela enfermeira e estatística Florence Nightingale, fundadora da moderna Enfermagem.

Ela sensibilizou o parlamento inglês para a importância de cuidar da higiene básica das tropas mostrando que a maior causa das mortes no fronte de batalha não era a guerra, mas doenças adquiridas nela.

Eis o gráfico que fez história:



Até
Roberto

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