terça-feira, 15 de abril de 2014

Indicadores da extrema pobreza no mundo

No relatório que o Banco Mundial soltou na semana passada sobre a situação da extrema pobreza no mundo, "Prosperity for All: Ending Extreme Poverty", os indicadores é que contam uma história de melhoria e apontam os focos para atingir a meta de acabar com ela até 2030. Vou destacar aqui esses dois pontos no relatório em que vemos claramente os conceitos de gestão por indicadores na execução de uma estratégia.

O primeiro ponto, contar uma história, trata da função estratégica de indicadores que é a de fornecer feedback. A gente sabe que nem toda mudança é melhoria, então precisamos de indicadores que nos mostrem se estamos melhorando.



Para ver se estamos no caminho certo quanto à extrema pobreza, o relatório traz esse primeiro quadro:



Sem dúvida estamos melhorando. O gráfico de tendência (ou um gráfico de controle) é a ferramenta nesse caso.

O segundo ponto, apontar focos, lida com a função estratégica dos dados de buscar oportunidades para direcionar mudaças. Significa ter inteligência para investir nossos esforços, que são sempre limitados, nos focos de maior probabilidade de obter melhoria.



O Banco mundial aponta que em poucos países se concentram o maior numero de pessoas em situação de extrema pobreza. Veja isso no gráfico abaixo:



Pelo princípio de Pareto, é importante focar em poucos países para reduzir a complexidade de atuação. Contudo, um país pode aparecer na lista por estar relacionado a uma taxa alta de extrema pobreza e/ou ao gigantismo da sua população. A China, por exemplo, tem cerca de 12% de taxa de extrema pobreza (mundo=18%) e figura ali devido à sua enorme população.

Foquemos, também, nos países em situação crítica por ter alta taxa de extrema pobreza (maior que 40%):



Urgência é a palavra relacionada a esses países.

Poderíamos atirar facilmente o pau nesses gráficos quanto às suas formas e detalhes. Claro que não vamos. Pelo contrário, que bom que vieram para iluminar essa triste realidade do mundo em que habitamos.

Até
Roberto

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