sexta-feira, 16 de março de 2012

Simplifique a mensagem do seu gráfico.

Na hora de escolher o gráfico para ilustrar um texto, pense na mensagem que você quer que o leitor leve para si. Concentre-se nela e simplifique seu gráfico o máximo que puder para passar sua idéia. E não se esqueça de integrar texto e gráfico de maneira hierárquica. O gráfico, como uma ilustração do texto, tem a função de facilitar a compreesensao dele.

Ontem, no caderno Poder da Folha, havia um gráfico ao lado de uma matéria entitulada "Crise leva governo a recuar em lei que libera álcool na Copa". O texto seguia explicando o medo do governo em ser derrotado na votação da semana que vem no Congresso.

Veja o gráfico que acompanhava a matéria ao lado. Trata-se do grau de fidelidade das bancadas baseado no comportamento das votações no ano passado.

Confesso que fiz um bom esforço para entender o gráfico, e consegui após ler com atenção as instruções.

O que me ficou de conclusão após esse esforço? Creio que apenas curiosidades como, por exemplo, o PSD recém criado é mais fiel que o PT, puxa...

Eu, no momento da leitura do jornal, queria ter uma visão simples de como os nossos deputados foram infiéis ao Planalto no ano passado. Então escolhi somente duas variáveis: número de deputados e fidelidade, em seguida desenhei o gráfico abaixo (um histograma):


Concluí que o congresso não foi tão infiel à Dilma assim, não é? O que podemos esparar pra semana que vem?

Até
Roberto

segunda-feira, 12 de março de 2012

Perguntinha intrigante...

Olha só essa pegadinha:


Ela foi postada pelo Raymond Johnson e já tem inúmeras respostas...

Alguém se arrisca?

Até
Roberto

quarta-feira, 7 de março de 2012

Estimativas: não viva sem elas.

Outro dia um colega me perguntou se deveríamos acreditar em estimativas. Respondi que o importante não é acreditar nelas, e sim ter o hábito de fazê-las.

Quando a gente faz estimativas estamos exercitando nosso poder de elaborar, e por em pratica, as nossas teorias. É isso que é fundamental para a gestão do que quer que seja: uma nação, uma organização, ou mesmo sua vida pessoal.

Veja, por exemplo, o caso da inflação do Brasil, trata-se de uma questão de gestão ou de algo que "fica ao Deus dará"? Claro que se trata de gestão. Nós comentamos aqui mesmo no Atirei em "Quem tem medo do Dragão da Inflação?" o assustador gráfico de que a meta de inflação estava indo para o espaço. Fizemos as estimativas dos meses seguintes e concluímos que a inflação atingiria sim a meta do governo.

Veja o gráfico que publicamos na época (sem saber os resultados futuros, claro):


Hoje, após seis meses de resultados podemos verificar se nossas estimativas estavam boas.
Veja os dados:


Bom né? No gráfico fica até melhor:

Não foram as estimativas que estavam boas, a nossa teoria é que se mostrou eficaz. Eficaz é uma palavra boa aqui, pois segundo George Box, "nenhuma teoria é correta, mas algumas são muito úteis".

Nossa teoria:
O que pensamos na época era que a inflação estava sob controle estatístico, fizemos o gráfico de controle e comprovamos isso. Então adotamos a média como melhor teoria a ser aplicada (até o fim do ano) e calculamos as estimativas. Certamente os analistas do BC tinham outras teorias para afirmar que a meta seria batida,  suas estimativas eram que ao final do ano a inflação seria de 6,38%.

Quem tinha razão então? Não se sabe, mas todos ganharam em conhecimento ao fazerem suas estimativas.

Até
Roberto