quarta-feira, 27 de julho de 2011

General Bush x Sheriff Obama

Há um bom exemplo de Gráfico de Área hoje na Folha. Ele foi usado para explicar porque o deficit dos EUA cresceu e como foram as políticas de gastos dos presidentes Bush e Obama.
Só não deu pra entender o uso das cores. Parece que há relação com os tamanhos das áreas, mas a meu ver, deveriam ser usadas para comparar gastos de mesmo tipo nos dois governos.
Já dá pra entender que a política belicosa do Bush mais o tombo que ele levou na crise de 2008 (ou será que foi ele quem fez o mercado desabar?), foi a origem do possível histórico calote da semana que vem.
O que esse gráfico não mostra, é o próprio orçamento, pois se tratam de "novos gastos". A gente tende a chamar o Bush de mais belicoso devido ao alto valor em guerras. Achei um gráfico no NYT que explica porque o Obama "só" economizou US$126 bi em defesa. Veja o número de tropas americanas no Iraque e no Afeganistão ao longo dos governos recentes:
IRAQUE:
AFEGANISTÃO:

E não se nos disse que a caçada mais cara do mundo até hoje foi a do Bin Laden pelo Sheriff Obama...
Até,
Roberto

terça-feira, 5 de julho de 2011

Como utilizar o Princípio de Pareto a nosso favor

No último post apresentamos formalmente o Princípio de Pareto.

Quando consultamos as publicações na mídia observamos algumas oportunidades desperdiçadas em utilizar o gráfico de pareto a nosso favor.


Há pouco tempo o Governo do Estado de São Paulo elaborou um relatório baseado nos dados do PROCON em 2010. Uma das informações levantadas foi a participação das “Áreas de Assuntos” nas reclamações procedentes recebidas em 2010. O gráfico apresentado para representar o estudo foi:



Porém deixo como alternativa para representar este levantamento o gráfico abaixo:



Aqui claramente vemos as principais áreas que são responsáveis pelas reclamações fundamentadas que chegam ao PROCON:

Produtos (linha branca, eletrodomésticos, eletroeletrônicos, móveis etc.),
Assuntos Financeiros (Empréstimos, Investimentos, Crédito Imobiliário etc.) e
Serviços Essenciais (Telefonia, Água, Luz, Gás etc.);

que juntos somam 83% das reclamações. Eventualmente, se o PROCON fizer uma ação educativa junto às empresas, estas áreas “cobririam” a maior parte das reclamações recebidas.

Para finalizar deixo aqui minhas percepções: o princípio de PARETO pode nos ajudar a potencializar nossas conclusões e ações. Para isto precisamos usar sempre o bom senso e escolher a melhor maneira de representá-lo, de tal modo que a comunicação seja precisa, fazendo com que o interlocutor compreenda rapidamente o fenômeno estudado. O gráfico de pareto é a ferramenta adequada para isso.

Higa