terça-feira, 28 de junho de 2011

O Princípio de Pareto

O Princípio de Pareto, sugerido por Juran, diz basicamente que 80% dos problemas são provenientes de 20% dos motivos. Com frequência algumas poucas classificações dominam (os “pouco vitais”), enquanto que todo o resto (os “muitos triviais”) contribui apenas com uma pequena proporção.


O nome é uma homenagem a Vilfredo Pareto, engenheiro, economista e pioneiro a enunciar o princípio (ou regra 80-20). Tudo começou em 1897 quando realizou um estudo sobre a distribuição de renda da população e concluiu: 80% da riqueza se concentra nas mãos de apenas 20% da população. Formulou sua teoria em 1906, na época com 58 anos.

Este princípio, após detectado numa análise, deve ser transmitido de maneira clara e objetiva nas conclusões. Ele pode ser muito útil para analisarmos os motivos das causas de uma determinada situação, traçar prioridades nas ações corretivas, bem como descrever um fenômeno.

Nas organizações, o princípio está presente em diversas situações:
20% dos clientes respondem por 80% dos negócios;
20% dos componentes de um produto representam 80% do custo;
20% dos motivos concentram 80% das reclamações feitas.
Ao dar a mesma importância a todos os fatores, as empresas estão deixando de se concentrar no que realmente interessa.

A relação 80-20 virou uma grande referência, e tem sido observada em várias situações distintas. Claro que há variação na proporções da relação, por exemplo, numa situação específica, o fenômeno em análise pode se concentrar em menos de 20% das categorias ou em mais, sem perder sua importância conclusiva.

Para potencializar esta análise, temos que nos preocupar, e muito, em como iremos mostrar graficamente nossas conclusões. Existem maneiras clássicas para mostrar este efeito. Veja o gráfico abaixo:


Nesse exemplo podemos observar clara e rapidamente que os principais motivos dos defeitos nos parafusos foram: “Baixa Qualidade do Material” e “Máquina com Lubrificação Inadequada”. Estes dois motivos foram responsáveis por 80% dos defeitos nos parafusos. Se não houvesse esta análise, as pessoas poderiam focar a ação corretiva em motivos triviais que estariam mais acessíveis, porém sem provocar o efeito desejado de melhoria.

Este é o Gráfico de Pareto: uma série de barras nas quais a altura reflete a frequência ou impacto do problema (valor monetário, tempo etc.). As barras são organizadas de forma decrescente da esquerda para direita. Isto significa que as categorias apresentadas do lado esquerdo são as mais relevantes. A linha com o percentual acumulado ajuda a verificar se o princípio está ou não presente no fenômeno estudado.
Traremos nos próximos posts exemplos de como utilizar o famoso Princípio de Pareto a nosso favor.

Higa

terça-feira, 7 de junho de 2011

Many Eyes: visualização democrática

Na procura por um meio de fazer os gráficos de área, eu dei de cara com a palestra da Fernanda Viégas, uma das maiores autoridades em visualização de dados do mundo. Vale a pena ver o vídeo:

Em seguida, fui direto ao site "Many Eyes" e encontrei seu exemplo de gráfico de área. Ele é simplesmente perfeito pra comparar rapidamente as empresas por setor, subsetor, e seus desempenhos.

Fiquei muito animado com o site e resolvi testar o visualizador de núvens de texto, fiz um experimento com dados de um braintorming cujo objetivo era obter idéias para "trazer o cliente para dentro da loja", veja o resultado:
Em cinco minutos consegui produzir uma imagem das palavras mais usadas nas idéias geradas. O arquivo contém 380 idéias em frases, num total de 2,2mil palavras. Tivemos bastante trabalho na ápoca para organizá-las num diagrama de afinidades.
Essa técnica de núvens pode ter boa aplicação nos "contact centers" para se ter uma visão instantânea da voz do cliente. E que venha o futuro...
Até
Roberto