terça-feira, 31 de maio de 2011

Vovô está on-line?

Na página 113 da edição do último dia 25 a VEJA publicou o seguinte gráfico para ilustrar a reportagem "Vovô está on-line".



O que acham? Algum problema com ele?

Volto na sexta com meus comentários.

:Dani

Editado pela autora:

Meus comentários: A escolha do gráfico é ruim, a leitura e comparação fica complicada com os arcos, a escala para o Brasil vai de 15-24 para 50 ou mais, já para os Estados Unidos, fica invertida. Enfim, um gráfico de barras seria muito mais adequado.

Mas o ponto principal está no subtítulo: O fenômeno americano - o predomínio dos quarentões e cinquentões entre os que acessam a rede começa a se repetir no Brasil

O fato de usar a internet por mais horas (em média) não significa necessariamente um predomínio dos quarentões e cinquentões americanos. Não temos aqui a informação do percentual de usuários por faixa etária. A análise deveria contemplar essa informação também.

Mas o mais grave é que este gráfico não mostra fenômeno similar no Brasil. Exceto pela faixa dos 15 ao 24 anos, com 30 horas de uso mensais, todas as outras ficam entre 23 e 24 horas de uso mensais, sem destaques. Além disso, quando leio um "começa a", fico logo esperando um gráfico de tendência, que mostre dados ao longo do tempo.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Ótimo gráfico de uma votação vergonhosa

A Folha de hoje traz um ótimo gráfico no caderno Ciência (C11), mostrando como foi o placar da votação vergonhosa de ontem na Câmara sobre a reforma do Código Florestal. Foram aprovados pontos polêmicos como anistia e regularização de propriedades de desmatadores e isenção de reserva legal. Dá pra acreditar? No gráfico visualizamos rapidamente o posicionamento de cada partido. Confira e espalhe a informação.

Até
Roberto

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Gráfico de áreas

Trago neste post mais uma oportunidade para mostrar valores de magnitudes muito diferentes usando um gráfico de áreas, como apresentado pelo Roberto no seu último post “Só lobby, só lobby...”.

No último domingo, a Folha de São Paulo publicou reportagem de página inteira sob o título “a nova onda do rio” (FSP 22/maio - B10).
Talvez inspirados pela "onda" e forçados pela falta de espaço (mesmo tendo uma página inteira), um gráfico de barras teve uma de suas barras "ondulada".



As quatro empresas listadas, Petrobrás, EBX, CSN e Usiminas, somam investimento de 196,4bi. A Petrobrás, sozinha, responde por 167bi.

Vejam a mesma comparação usando áreas:



:Dani

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Só Lobby, só lobby...

Os jornais de hoje me fizeram zunir na cabeça uma música do Claudinho e Buchecha cuja letra não estou bem certo: Só lobby, só lobby..., acho que era assim. Bem, deixa prá lá, vamos ao post. O assunto é "Como representar graficamente quantidades muito distintas?"

Hoje a Folha (Poder - A4) trouxe um exemplo de gráfico de barras 3D mostrando a diferença de faturamentos da Projeto, empresa de Palocci, em 2006 e 2010, vejam:

Fica evidente a grande diferença de magnitude dos valores. Note que o gráfico de barras diferencia valores somente por uma dimensão, a altura das barras. Outra forma muito interessante de se mostrar diferenças é usando áreas. Um exemplo muito interessante - confesso que fiquei um bom tempo comparando os dados por pura curiosidade - é mostrado no blog www.informationisbeautiful.net/ em que várias quantidades (enormes) de dinheiro, que ouvimos dizer de forma espalhada por aí, foram colocadas juntas para comparação. O autor usa retângulos, cujas áreas representam os valores, cuidadosamente dispostos para que as comparações fiquem facilitadas. Vejam a imagem abaixo (vale mesmo é acessar o original):
Tentei fazer o mesmo exercício com o gráfico do Palocci. Notem que incluí o valor do PIB per capta do Brasil em 2010 para comparação. Vejam se ficou bom:
Aguardo comentários...
Até
Roberto

quarta-feira, 18 de maio de 2011

A Arte dos Números

Neste post responderei ao comentário que a Marina deixou no post anterior. Ela nos pede sugestões de fontes de informação sobre visualização de dados. Vamos lá:

Livros
Uma referência importante neste assunto é o professor emérito da Universidade de Yale, Edward R. Tufte, autor do livro “The Visual Display of Quantitative Information”.



Uma de suas alunas, Dona Wong, publicou “The Wall Street Journal Guide to Information Graphics: The Dos and Don'ts of Presenting Data, Facts, and Figures”, outra boa referência.



Curso
Criamos na Anova o curso “A Arte dos Números” para que o participante desenvolva as principais habilidades ao lidar com dados, apresentando conclusões adequadas de maneira visual e facilmente assimilável pelos seus clientes.

O curso é dividido em dois módulos:

Módulo 1 - Gráficos Excelentes: O poder dos gráficos para análise e comunicação eficaz
- introdução à visualização de dados e importância dos gráficos
- história dos gráficos
- gráficos mais usados e seus objetivos
- princípios e práticas para bons gráficos
- comunicação de resultados através de gráficos

Módulo 2 - Análise Exploratória de Dados
- técnicas de análise exploratória de dados para uma variável
- entendimento da variação com os conceitos de causa comum e especial
- análise de relações entre variáveis

A experiência com nossos alunos e seu feedback tem sido enriquecedora e nos motiva a continuar este blog.

Internet
Recomendamos os blogs do Nathan Yau, flowingdata.com, e do David McCandless, informationisbeautiful.net.
Não percam, também, tudo o que é produzido pelo genial Hans Rosling no seu site: gapminder.org.

Até
Roberto

terça-feira, 10 de maio de 2011

Não se fazem mais pirâmides como antigamente

No post Brasil 2050: o país do futuro chega a terceira idade vimos mais aplicações de histogramas, as pirâmides etárias. Encontramos no site Data Visualization, da GE, mais exemplos delas.

Podemos ver uma animação de como a distribuição da população vai mudando, desde 1950 e como ainda mudará pelas projeções até 2050.

A fonte dos dados é a divisão de população das Nações Unidas, a mesma usada pelo New York Times na matéria The Aging of America, que comentamos também no mesmo post.

A novidade aqui é que podemos comparar, visualmente, dois países. Infelizmente o Brasil não está na lista, mas resolvi brincar um pouco com China e Estados Unidos. Vejam:



Curioso é que com o envelhecimento da população, a pirâmide etária vai, aos poucos, perdendo o formato de pirâmide.

:Dani


segunda-feira, 2 de maio de 2011

DEZ, NOTA DEZ

O post de hoje é um elogio a um gráfico NOTA DEZ em vários quesitos.

O autor foi o Nathan Yau, do Flowing Data .

Olha o gráfico aí, gente!





Ele viu o gráfico abaixo no New York Times,



completou os dados usando a mesma fonte (Bureau of Labor Statistics) e fez o gráfico NOTA DEZ!

10 para a escolha do gráfico, de barras

10 para o agrupamento

10 para o resumo do índice de inflação de cada agrupamento
(com a seta indicando o sentido)

10 para as cores (em suaves tons pastel)

Enfim, DEZ pelo conjunto da obra!

Estamos aguardando a publicação do seu livro Visualize This.

:Dani