terça-feira, 19 de abril de 2011

Paulada no Sobrepeso

Pronto pra discutir nosso post anterior? Teve gente que reclamou das escalas, outros dos "labels" dentro do gráfico, a Renata e o Formigari reclamaram das cores etc. Concordo com tudo. Mas o que me chamou a atenção foram as faixas de peso normal, sobrepeso e obesidade. Para mim, há não somente três faixas coloridas, mas nove regiões com distintas combinações de classificação dos pesos de homens e de mulheres. Veja as nove regiões sobrepostas ao gráfico do post:
Num país da região 4, por exemplo, as mulheres estão na faixa de sobrepeso e os homens estão com o peso normal. Já num país da região 8, ocorre o inverso. Suazilândia e Suíça, apesar de terem nomes parecidos em inglês, Swaziland e Switzerland, estão nessas posições "opostas" como mostra o gráfico abaixo.
A Dani até ralhou comigo dizendo que a definição para um país estar no sobrepeso poderia ser ou homem ou mulher estarem nesta faixa (o pior dos casos). Também concordo com ela, mas para fins de interpretação da informação, acho que os nove quadrantes são mais apropriados.
Agradeço as contribuições!
Até
Roberto

sexta-feira, 15 de abril de 2011

O peso normal agora é o "sobrepeso"

Encontrei um blog show, alguns anos à frente do Atirei: FlowingData. Vale a pena degustá-lo. Tem lá um post que cita um gráfico interativo do Washington Post mostrando a relação entre os pesos médios de homens e de mulheres em vários países desde 1980 até 2008. Trata-se de um gráfico de dispersão mostrando o percurso da posição de cada país nos anos. Se você clicar no gráfico, verá que a massa dos países saem da posição limite de peso normal para a faixa de sobrepeso. Compare as imagens dos gráficos de 1980 e de 2008:
O gráfico é super bacana, mas seu conteúdo é muito preocupante, o mundo caminha rapidamente para uma população sob efeito dos riscos associados à obesidade. E notem o Brasil como "evoluiu".
Voltando à qualidade gráfica, tem um deslize no gráfico que merece, digamos assim, uma pequena paulada. Alguém conseguiu vê-lo?
Vou publicar o resultado antes do feriado, fiquem tranquilos...
Até
Roberto

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Os gráficos estão por toda parte, cuidado!

O André Bidá, master BB da Eaton, nos enviou vídeo divertidíssimo alertando que os gráficos estão por aí. A qualquer hora podemos ser atingidos por um deles, muito cuidado!



Valeu Bidá! Adorei o gráfico de tendência capturando a moto.
Até
Roberto

segunda-feira, 4 de abril de 2011

O bom e velho histograma.

Para simplificar a vida de todos, a gente selecionou cinco gráficos que resolvem a grande maioria das situações de visualização de dados:


Os quatro primeiros são muito usados, não dão trabalho nem pra ensinar nem pra fazer, e aparecem em ferramentas convencionais, tipo Excel. Agora, o histograma, tão usado na indústria para análise de capacidade de processos, é o "patinho feio" nas empresas de serviços. É raro de se ver. Minha hipótese para isso é: como ele não aparece como uma opção pronta do Excel, então ele simplesmente não existe!

Certa vez, um grupo de melhoria de qualidade numa grande empresa de serviços coletou dados de "quanto tempo demorava para um cliente recorrer ao Procon após ter tido um problema", veja o gráfico que me apresentaram:

Eu disse: "Ué, por que vocês não usaram um histograma?" A resposta foi porque não havia histograma no Excel. Fiz o gráfico abaixo com os mesmos dados com outro software e o grupo achou bem melhor a visualização.
Acho que há uma grande confusão entre histograma e o gráfico de barras. No primeiro estamos procurando pela forma da distribuição de uma variável numérica, enquanto no gráfico de barras, procuramos comparar quantidades em variáveis categóricas.
Uma boa maneira de se entender o uso de um histograma é através da "Máquina de Galton", também chamada de Quincunx. Veja um ótimo exemplo dessa máquina no vídeo abaixo:



Costumo, também, apresentar o histograma como um complemento de visualização dos gráficos de tendência e de dispersão, vejam:

Fica aqui minha dica aos que trabalham na indústria de serviços: aprendam bem os 5 Gráficos de Ouro, e não se esqueçam que existe o bom e velho histograma.

Até,
Roberto