sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Onde estão os motoristas bebuns?

Deu na Folha nessa última quarta-feira:


Vamos exercitar nosso poder de análise, o que você me diz a respeito dos números desse quadro? Em São Paulo há mais motoristas bêbados?

Pra responder, épreciso fazer algumas contas. Se dividirmos o número de flagrados pelos que fizeram o teste temos o gráfico abaixo:


Puxa, para cada mil submetidos ao bafômetro temos 3x mais flagrados bêbados em SP que no Rio. Mas veja só:

Para cada mil abordados, 62,3 fogem da raia no Rio e só 5,2 saem de fininho em SP. E aí qual deve ser a terra de mais motorista bebum?

Aqui sim. É pau no quadro, né gente?
Até
Roberto

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Quem tem medo do dragão da inflação?

Ontem todos os jornais comentaram a alta da inflação. Todos. A maioria em primeira página, como a Folha:

Quanto clima tempestuoso. Será uma ameaça real do dragão da inflação?Fizemos o gráfico de controle* do IPCA mensal, e veja o que temos:



Os 0,37% assustam? A inflação subiu com força? Claro que não. Se nos próximos quatro meses continuarmos com esse valor de 0,37%, conseguiremos 6,0% no acumulado do ano (0,5 p.p. abaixo da meta!). Ocorre que estão todos preocupados com o tal acumulado, mas se esquecem que se trata de um acumulado móvel, isto é, entra o valor atual e sai o valor de 13 meses atrás.

Notem no gráfico de controle que justamente nos meses de junho, julho e agosto do ano passado tivemos inflação praticamente zero. Isso claramente foi uma manobra eleitoral. Esses bons valores agora já não mais fazem parte do acumulado 12 meses, foram substituídos por valores atuais.

Então o que vai acontecer com o acumulado? Simples, para batermos a meta de 6,5%, basta ficarmos com 0,49% mensal ou abaixo disso nos próximos quatro meses (vamos substituir os últimos dados de inflação do ano passado por melhores resultados). Veja a predição usando 0,49% mensal:


Bem diferente do terrível gráfico da matéria da folha:


O que você acha?
Até Roberto
 
 
* veja mais sobre gráficos de controle em: Tiririca, o filósofo.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Titanic num só gráfico

Sempre me incomodou fazer dois gráficos para representar frequências de uma tabela em gráficos de barras. Ora mostro a comparação de valores totais, ora mostro percentuais. Por exemplo, vejam o total de pessoas no Titanic que sobreviveram (e morreram) por sexo e local:

Ok, mas se quisermos realmente comparar o percentual de sobreviventes, temos de elevar as barras para 100% como no gráfico abaixo:

Muito bem... e aí? Aí que na última edição da revista Statistical
Computing & Statistical
Graphics da American Statistical
Association, os autores Andrew Gelman and Antony Unwin mostram uma solução super simples pegando carona nos gráficos de área. Vejam e façam suas próprias análises!

Achei genial como as coisas simples são, e vocês?
Até
Roberto

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Resposta ao "DESAFIO: Onde estão essas pessoas?"

Conforme combinado, segue a resposta do nosso DESAFIO.



Em três dos quatro chutes o Sudeste aparece com até 50%, quando concentra 61% da população das classes A e B.

Isto ocorre porque este gráfico une o conceito de outros dois gráficos: o de arco, que é uma variação do gráfico de pizza, e o de área. Esta união dificulta a compreensão do leitor, pois não podemos comparar pelo raio (gráfico de pizza), já que todos possuem o mesmo raio, e temos dificuldade de comparar pela área, pois as figuras não possuem ângulos retos.

Vejam o gráfico de pizza:



Mais simples e com menor confusão.

Parabéns ao Fabrício! Belo chute!

Abraços,

Satomi

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

DESAFIO: Onde estão essas pessoas?

Na edição 995 da revista Exame, que apresenta como matéria de capa

"Classes A e B
O MERCADO QUE MAIS CRESCE",

foi apresentado um gráfico de onde se concentra a população das classes A e B.

Proponho um desafio: Olhado o gráfico abaixo, do qual retirei os rótulos, quem chega mais próximo aos valores publicados pela revista. Isto é, qual o percentual de pessoas de alta renda que vivem no Sudeste, no Sul, Nordeste, Centro-Oeste e Norte do Brasil?





Façam suas predições! Vale chute, conhecimento geral, lembrança da reportagem, só não vale colar da revista para colocar o comentário aqui.

Sexta voltarei com a resposta.

Abraços,

Satomi

quarta-feira, 27 de julho de 2011

General Bush x Sheriff Obama

Há um bom exemplo de Gráfico de Área hoje na Folha. Ele foi usado para explicar porque o deficit dos EUA cresceu e como foram as políticas de gastos dos presidentes Bush e Obama.
Só não deu pra entender o uso das cores. Parece que há relação com os tamanhos das áreas, mas a meu ver, deveriam ser usadas para comparar gastos de mesmo tipo nos dois governos.
Já dá pra entender que a política belicosa do Bush mais o tombo que ele levou na crise de 2008 (ou será que foi ele quem fez o mercado desabar?), foi a origem do possível histórico calote da semana que vem.
O que esse gráfico não mostra, é o próprio orçamento, pois se tratam de "novos gastos". A gente tende a chamar o Bush de mais belicoso devido ao alto valor em guerras. Achei um gráfico no NYT que explica porque o Obama "só" economizou US$126 bi em defesa. Veja o número de tropas americanas no Iraque e no Afeganistão ao longo dos governos recentes:
IRAQUE:
AFEGANISTÃO:

E não se nos disse que a caçada mais cara do mundo até hoje foi a do Bin Laden pelo Sheriff Obama...
Até,
Roberto

terça-feira, 5 de julho de 2011

Como utilizar o Princípio de Pareto a nosso favor

No último post apresentamos formalmente o Princípio de Pareto.

Quando consultamos as publicações na mídia observamos algumas oportunidades desperdiçadas em utilizar o gráfico de pareto a nosso favor.


Há pouco tempo o Governo do Estado de São Paulo elaborou um relatório baseado nos dados do PROCON em 2010. Uma das informações levantadas foi a participação das “Áreas de Assuntos” nas reclamações procedentes recebidas em 2010. O gráfico apresentado para representar o estudo foi:



Porém deixo como alternativa para representar este levantamento o gráfico abaixo:



Aqui claramente vemos as principais áreas que são responsáveis pelas reclamações fundamentadas que chegam ao PROCON:

Produtos (linha branca, eletrodomésticos, eletroeletrônicos, móveis etc.),
Assuntos Financeiros (Empréstimos, Investimentos, Crédito Imobiliário etc.) e
Serviços Essenciais (Telefonia, Água, Luz, Gás etc.);

que juntos somam 83% das reclamações. Eventualmente, se o PROCON fizer uma ação educativa junto às empresas, estas áreas “cobririam” a maior parte das reclamações recebidas.

Para finalizar deixo aqui minhas percepções: o princípio de PARETO pode nos ajudar a potencializar nossas conclusões e ações. Para isto precisamos usar sempre o bom senso e escolher a melhor maneira de representá-lo, de tal modo que a comunicação seja precisa, fazendo com que o interlocutor compreenda rapidamente o fenômeno estudado. O gráfico de pareto é a ferramenta adequada para isso.

Higa

terça-feira, 28 de junho de 2011

O Princípio de Pareto

O Princípio de Pareto, sugerido por Juran, diz basicamente que 80% dos problemas são provenientes de 20% dos motivos. Com frequência algumas poucas classificações dominam (os “pouco vitais”), enquanto que todo o resto (os “muitos triviais”) contribui apenas com uma pequena proporção.


O nome é uma homenagem a Vilfredo Pareto, engenheiro, economista e pioneiro a enunciar o princípio (ou regra 80-20). Tudo começou em 1897 quando realizou um estudo sobre a distribuição de renda da população e concluiu: 80% da riqueza se concentra nas mãos de apenas 20% da população. Formulou sua teoria em 1906, na época com 58 anos.

Este princípio, após detectado numa análise, deve ser transmitido de maneira clara e objetiva nas conclusões. Ele pode ser muito útil para analisarmos os motivos das causas de uma determinada situação, traçar prioridades nas ações corretivas, bem como descrever um fenômeno.

Nas organizações, o princípio está presente em diversas situações:
20% dos clientes respondem por 80% dos negócios;
20% dos componentes de um produto representam 80% do custo;
20% dos motivos concentram 80% das reclamações feitas.
Ao dar a mesma importância a todos os fatores, as empresas estão deixando de se concentrar no que realmente interessa.

A relação 80-20 virou uma grande referência, e tem sido observada em várias situações distintas. Claro que há variação na proporções da relação, por exemplo, numa situação específica, o fenômeno em análise pode se concentrar em menos de 20% das categorias ou em mais, sem perder sua importância conclusiva.

Para potencializar esta análise, temos que nos preocupar, e muito, em como iremos mostrar graficamente nossas conclusões. Existem maneiras clássicas para mostrar este efeito. Veja o gráfico abaixo:


Nesse exemplo podemos observar clara e rapidamente que os principais motivos dos defeitos nos parafusos foram: “Baixa Qualidade do Material” e “Máquina com Lubrificação Inadequada”. Estes dois motivos foram responsáveis por 80% dos defeitos nos parafusos. Se não houvesse esta análise, as pessoas poderiam focar a ação corretiva em motivos triviais que estariam mais acessíveis, porém sem provocar o efeito desejado de melhoria.

Este é o Gráfico de Pareto: uma série de barras nas quais a altura reflete a frequência ou impacto do problema (valor monetário, tempo etc.). As barras são organizadas de forma decrescente da esquerda para direita. Isto significa que as categorias apresentadas do lado esquerdo são as mais relevantes. A linha com o percentual acumulado ajuda a verificar se o princípio está ou não presente no fenômeno estudado.
Traremos nos próximos posts exemplos de como utilizar o famoso Princípio de Pareto a nosso favor.

Higa

terça-feira, 7 de junho de 2011

Many Eyes: visualização democrática

Na procura por um meio de fazer os gráficos de área, eu dei de cara com a palestra da Fernanda Viégas, uma das maiores autoridades em visualização de dados do mundo. Vale a pena ver o vídeo:

Em seguida, fui direto ao site "Many Eyes" e encontrei seu exemplo de gráfico de área. Ele é simplesmente perfeito pra comparar rapidamente as empresas por setor, subsetor, e seus desempenhos.

Fiquei muito animado com o site e resolvi testar o visualizador de núvens de texto, fiz um experimento com dados de um braintorming cujo objetivo era obter idéias para "trazer o cliente para dentro da loja", veja o resultado:
Em cinco minutos consegui produzir uma imagem das palavras mais usadas nas idéias geradas. O arquivo contém 380 idéias em frases, num total de 2,2mil palavras. Tivemos bastante trabalho na ápoca para organizá-las num diagrama de afinidades.
Essa técnica de núvens pode ter boa aplicação nos "contact centers" para se ter uma visão instantânea da voz do cliente. E que venha o futuro...
Até
Roberto

terça-feira, 31 de maio de 2011

Vovô está on-line?

Na página 113 da edição do último dia 25 a VEJA publicou o seguinte gráfico para ilustrar a reportagem "Vovô está on-line".



O que acham? Algum problema com ele?

Volto na sexta com meus comentários.

:Dani

Editado pela autora:

Meus comentários: A escolha do gráfico é ruim, a leitura e comparação fica complicada com os arcos, a escala para o Brasil vai de 15-24 para 50 ou mais, já para os Estados Unidos, fica invertida. Enfim, um gráfico de barras seria muito mais adequado.

Mas o ponto principal está no subtítulo: O fenômeno americano - o predomínio dos quarentões e cinquentões entre os que acessam a rede começa a se repetir no Brasil

O fato de usar a internet por mais horas (em média) não significa necessariamente um predomínio dos quarentões e cinquentões americanos. Não temos aqui a informação do percentual de usuários por faixa etária. A análise deveria contemplar essa informação também.

Mas o mais grave é que este gráfico não mostra fenômeno similar no Brasil. Exceto pela faixa dos 15 ao 24 anos, com 30 horas de uso mensais, todas as outras ficam entre 23 e 24 horas de uso mensais, sem destaques. Além disso, quando leio um "começa a", fico logo esperando um gráfico de tendência, que mostre dados ao longo do tempo.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Ótimo gráfico de uma votação vergonhosa

A Folha de hoje traz um ótimo gráfico no caderno Ciência (C11), mostrando como foi o placar da votação vergonhosa de ontem na Câmara sobre a reforma do Código Florestal. Foram aprovados pontos polêmicos como anistia e regularização de propriedades de desmatadores e isenção de reserva legal. Dá pra acreditar? No gráfico visualizamos rapidamente o posicionamento de cada partido. Confira e espalhe a informação.

Até
Roberto

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Gráfico de áreas

Trago neste post mais uma oportunidade para mostrar valores de magnitudes muito diferentes usando um gráfico de áreas, como apresentado pelo Roberto no seu último post “Só lobby, só lobby...”.

No último domingo, a Folha de São Paulo publicou reportagem de página inteira sob o título “a nova onda do rio” (FSP 22/maio - B10).
Talvez inspirados pela "onda" e forçados pela falta de espaço (mesmo tendo uma página inteira), um gráfico de barras teve uma de suas barras "ondulada".



As quatro empresas listadas, Petrobrás, EBX, CSN e Usiminas, somam investimento de 196,4bi. A Petrobrás, sozinha, responde por 167bi.

Vejam a mesma comparação usando áreas:



:Dani

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Só Lobby, só lobby...

Os jornais de hoje me fizeram zunir na cabeça uma música do Claudinho e Buchecha cuja letra não estou bem certo: Só lobby, só lobby..., acho que era assim. Bem, deixa prá lá, vamos ao post. O assunto é "Como representar graficamente quantidades muito distintas?"

Hoje a Folha (Poder - A4) trouxe um exemplo de gráfico de barras 3D mostrando a diferença de faturamentos da Projeto, empresa de Palocci, em 2006 e 2010, vejam:

Fica evidente a grande diferença de magnitude dos valores. Note que o gráfico de barras diferencia valores somente por uma dimensão, a altura das barras. Outra forma muito interessante de se mostrar diferenças é usando áreas. Um exemplo muito interessante - confesso que fiquei um bom tempo comparando os dados por pura curiosidade - é mostrado no blog www.informationisbeautiful.net/ em que várias quantidades (enormes) de dinheiro, que ouvimos dizer de forma espalhada por aí, foram colocadas juntas para comparação. O autor usa retângulos, cujas áreas representam os valores, cuidadosamente dispostos para que as comparações fiquem facilitadas. Vejam a imagem abaixo (vale mesmo é acessar o original):
Tentei fazer o mesmo exercício com o gráfico do Palocci. Notem que incluí o valor do PIB per capta do Brasil em 2010 para comparação. Vejam se ficou bom:
Aguardo comentários...
Até
Roberto

quarta-feira, 18 de maio de 2011

A Arte dos Números

Neste post responderei ao comentário que a Marina deixou no post anterior. Ela nos pede sugestões de fontes de informação sobre visualização de dados. Vamos lá:

Livros
Uma referência importante neste assunto é o professor emérito da Universidade de Yale, Edward R. Tufte, autor do livro “The Visual Display of Quantitative Information”.



Uma de suas alunas, Dona Wong, publicou “The Wall Street Journal Guide to Information Graphics: The Dos and Don'ts of Presenting Data, Facts, and Figures”, outra boa referência.



Curso
Criamos na Anova o curso “A Arte dos Números” para que o participante desenvolva as principais habilidades ao lidar com dados, apresentando conclusões adequadas de maneira visual e facilmente assimilável pelos seus clientes.

O curso é dividido em dois módulos:

Módulo 1 - Gráficos Excelentes: O poder dos gráficos para análise e comunicação eficaz
- introdução à visualização de dados e importância dos gráficos
- história dos gráficos
- gráficos mais usados e seus objetivos
- princípios e práticas para bons gráficos
- comunicação de resultados através de gráficos

Módulo 2 - Análise Exploratória de Dados
- técnicas de análise exploratória de dados para uma variável
- entendimento da variação com os conceitos de causa comum e especial
- análise de relações entre variáveis

A experiência com nossos alunos e seu feedback tem sido enriquecedora e nos motiva a continuar este blog.

Internet
Recomendamos os blogs do Nathan Yau, flowingdata.com, e do David McCandless, informationisbeautiful.net.
Não percam, também, tudo o que é produzido pelo genial Hans Rosling no seu site: gapminder.org.

Até
Roberto

terça-feira, 10 de maio de 2011

Não se fazem mais pirâmides como antigamente

No post Brasil 2050: o país do futuro chega a terceira idade vimos mais aplicações de histogramas, as pirâmides etárias. Encontramos no site Data Visualization, da GE, mais exemplos delas.

Podemos ver uma animação de como a distribuição da população vai mudando, desde 1950 e como ainda mudará pelas projeções até 2050.

A fonte dos dados é a divisão de população das Nações Unidas, a mesma usada pelo New York Times na matéria The Aging of America, que comentamos também no mesmo post.

A novidade aqui é que podemos comparar, visualmente, dois países. Infelizmente o Brasil não está na lista, mas resolvi brincar um pouco com China e Estados Unidos. Vejam:



Curioso é que com o envelhecimento da população, a pirâmide etária vai, aos poucos, perdendo o formato de pirâmide.

:Dani


segunda-feira, 2 de maio de 2011

DEZ, NOTA DEZ

O post de hoje é um elogio a um gráfico NOTA DEZ em vários quesitos.

O autor foi o Nathan Yau, do Flowing Data .

Olha o gráfico aí, gente!





Ele viu o gráfico abaixo no New York Times,



completou os dados usando a mesma fonte (Bureau of Labor Statistics) e fez o gráfico NOTA DEZ!

10 para a escolha do gráfico, de barras

10 para o agrupamento

10 para o resumo do índice de inflação de cada agrupamento
(com a seta indicando o sentido)

10 para as cores (em suaves tons pastel)

Enfim, DEZ pelo conjunto da obra!

Estamos aguardando a publicação do seu livro Visualize This.

:Dani

terça-feira, 26 de abril de 2011

Gráfico de círculos

Recentemente, no post O bom e velho histograma, o Roberto falou dos 5 gráficos de ouro: Barras, Setores, Tendência, Dispersão e Histograma.

Navegando pela internet encontrei mais um exemplo de histograma, num dos blogs do jornal The Guardian, o DATABLOG. O gráfico das barras em laranja, mostrando a idade dos prisioneiros de origem afegã da prisão de Guantánamo.



Fiquei me perguntando porque utilizaram círculos no lugar de barras, no primeiro gráfico. Continuei meu passeio e encontrei outros:



Nesse caso tenho uma crítica (ou uma dúvida). As interseções têm algum significado? Ou simplesmente faltou espaço e os círculos ficaram sobrepostos?

Mas certamente este outro gráfico foi o que mais me surpreendeu:



Barras em formato de círculo!
O que acham? Que gráfico, ou gráficos, poderíamos usar no lugar deste?


:Dani

terça-feira, 19 de abril de 2011

Paulada no Sobrepeso

Pronto pra discutir nosso post anterior? Teve gente que reclamou das escalas, outros dos "labels" dentro do gráfico, a Renata e o Formigari reclamaram das cores etc. Concordo com tudo. Mas o que me chamou a atenção foram as faixas de peso normal, sobrepeso e obesidade. Para mim, há não somente três faixas coloridas, mas nove regiões com distintas combinações de classificação dos pesos de homens e de mulheres. Veja as nove regiões sobrepostas ao gráfico do post:
Num país da região 4, por exemplo, as mulheres estão na faixa de sobrepeso e os homens estão com o peso normal. Já num país da região 8, ocorre o inverso. Suazilândia e Suíça, apesar de terem nomes parecidos em inglês, Swaziland e Switzerland, estão nessas posições "opostas" como mostra o gráfico abaixo.
A Dani até ralhou comigo dizendo que a definição para um país estar no sobrepeso poderia ser ou homem ou mulher estarem nesta faixa (o pior dos casos). Também concordo com ela, mas para fins de interpretação da informação, acho que os nove quadrantes são mais apropriados.
Agradeço as contribuições!
Até
Roberto

sexta-feira, 15 de abril de 2011

O peso normal agora é o "sobrepeso"

Encontrei um blog show, alguns anos à frente do Atirei: FlowingData. Vale a pena degustá-lo. Tem lá um post que cita um gráfico interativo do Washington Post mostrando a relação entre os pesos médios de homens e de mulheres em vários países desde 1980 até 2008. Trata-se de um gráfico de dispersão mostrando o percurso da posição de cada país nos anos. Se você clicar no gráfico, verá que a massa dos países saem da posição limite de peso normal para a faixa de sobrepeso. Compare as imagens dos gráficos de 1980 e de 2008:
O gráfico é super bacana, mas seu conteúdo é muito preocupante, o mundo caminha rapidamente para uma população sob efeito dos riscos associados à obesidade. E notem o Brasil como "evoluiu".
Voltando à qualidade gráfica, tem um deslize no gráfico que merece, digamos assim, uma pequena paulada. Alguém conseguiu vê-lo?
Vou publicar o resultado antes do feriado, fiquem tranquilos...
Até
Roberto

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Os gráficos estão por toda parte, cuidado!

O André Bidá, master BB da Eaton, nos enviou vídeo divertidíssimo alertando que os gráficos estão por aí. A qualquer hora podemos ser atingidos por um deles, muito cuidado!



Valeu Bidá! Adorei o gráfico de tendência capturando a moto.
Até
Roberto

terça-feira, 12 de abril de 2011

Brasil 2050: o país do futuro chega a terceira idade

Na semana passada o Roberto fez as honras e nos apresentou O Bom e Velho Histograma.

Encontramos este tipo de gráfico nas pirâmides etárias. Veja a do Brasil, divulgada pelo IBGE com os dados do último censo:



Nela vemos dois histogramas, mostrando a distribuição da população brasileira por faixa etária.

Raramente vemos este tipo de gráfico na mídia, mas encontramos um bom exemplo no New York Times.



O gráfico interativo mostra a distribuição da população americana desde 1950 e faz uma projeção até 2050.

Mas atenção, porque o histograma vai mudando de formato não só porque a população está envelhecendo, mas também porque está aumentando. Se tivessem usado percentuais no lugar dos valores absolutos veríamos somente o efeito do envelhecimento da população.

Apesar da animação ser bem bacana, no fundo o que eles querem mostrar é a evolução da porção da população com mais de 65 anos de idade (repare no gráfico ao lado do histograma e nos valores dos percentuais que vão mudando com a animação). Para isto, seria bem mais indicado usar um gráfico de tendência. Vejam:




Curiosos sobre o Brasil? Eu também. Fui procurar os dados e encontrei na mesma fonte usada pelo NYT. A divisão de população das Nações Unidas.



Se as projeções se confirmarem, daqui a 40 anos 1 em cada 4 brasileiros terá mais de 65 anos de idade.

:Dani

segunda-feira, 4 de abril de 2011

O bom e velho histograma.

Para simplificar a vida de todos, a gente selecionou cinco gráficos que resolvem a grande maioria das situações de visualização de dados:


Os quatro primeiros são muito usados, não dão trabalho nem pra ensinar nem pra fazer, e aparecem em ferramentas convencionais, tipo Excel. Agora, o histograma, tão usado na indústria para análise de capacidade de processos, é o "patinho feio" nas empresas de serviços. É raro de se ver. Minha hipótese para isso é: como ele não aparece como uma opção pronta do Excel, então ele simplesmente não existe!

Certa vez, um grupo de melhoria de qualidade numa grande empresa de serviços coletou dados de "quanto tempo demorava para um cliente recorrer ao Procon após ter tido um problema", veja o gráfico que me apresentaram:

Eu disse: "Ué, por que vocês não usaram um histograma?" A resposta foi porque não havia histograma no Excel. Fiz o gráfico abaixo com os mesmos dados com outro software e o grupo achou bem melhor a visualização.
Acho que há uma grande confusão entre histograma e o gráfico de barras. No primeiro estamos procurando pela forma da distribuição de uma variável numérica, enquanto no gráfico de barras, procuramos comparar quantidades em variáveis categóricas.
Uma boa maneira de se entender o uso de um histograma é através da "Máquina de Galton", também chamada de Quincunx. Veja um ótimo exemplo dessa máquina no vídeo abaixo:



Costumo, também, apresentar o histograma como um complemento de visualização dos gráficos de tendência e de dispersão, vejam:

Fica aqui minha dica aos que trabalham na indústria de serviços: aprendam bem os 5 Gráficos de Ouro, e não se esqueçam que existe o bom e velho histograma.

Até,
Roberto