sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Resposta para o QUIZ - Gráfico de Barras

Hoje é sexta e, conforme prometido no QUIZ - Gráfico de Barras e aguardado ansiosamente pela nossa legião de seguidores, estou de volta para falarmos sobre as gafes do gráfico abaixo, que ilustra a reportagem "O Brasil a preço de ouro", publicado na VEJA do último dia 27, páginas 94 e 95.





Já no primeiro comentário, que reproduzo a seguir, o Cochran nos apontou as duas gafes.

"Anônimo disse...
Cara Daniela (sem trocadilhos)
Em minha visão, são duas as gafes principais do gráfico apresentado, muito comum a meu ver em análises a partir de gráficos de barras:
1) Valor aonde se inicia o eixo
2) Fazer a barra tridimensional
Para mostrar como as conclusões rápidas (aliás, como as que tiremos quando lemos manchetes num jornal), sugiro que você refaça o gráfico, sem a barra tridimensional e com o eixo dos valores começando do ZERO.
Um abraço.
Cochran
3 de novembro de 2010 10:48"

Vamos deixar o 3D de lado e comparar o gráfico com a escala original e com a escala correta (começando do zero).



Notem como começar a escala no meio distorce a comparação entre as cidades. No primeiro gráfico, com a escala original, temos a impressão que o subsídio para um oficial que trabalha em São Paulo é cerca de 15 vezes maior que o subsídio de um oficial que trabalha em Luanda, quando na verdade é 1,3 vezes (ou 30%) maior.

Outro comentário foi do Walker, que trouxe um ponto de vista diferente.
"Walker disse...
Quem é do tempo do papel milimetrado há de se lembrar que não se começam as escalas pela metade mas que ficaria chata uma fita cumprida pra burro ficaria. Olhando daqui de baixo, eu não saberia se seria melhor ser oficial do exército americano em SP ou em ROMA.
Agora, como eu sou publicitário e adoro um gráfico tridimensional que só mostre o pedacinho do fim, pra mim as duas gafes são destacar SP em laranja (no xerox vi ficar com o mesmo tom de cinza) e não fazer uma pilha de dólares para representar essa diferença no bônus.
3 de novembro de 2010 18:22".

Mesmo que fique "chata" ou "sem graça" a barra comprida e sem o efeito 3D, num gráfico de barras não há necessidade da terceira dimensão e nunca devemos começar escalas pela metade, sem exceções.

Quanto ao destaque em laranja para São Paulo, não é de fato uma gafe (talvez o laranja não seja o mais adequado, mas confesso que não fiz o teste do xerox). Neste caso a cor diferente se justifica pelo fato da reportagem falar sobre o alto custo de vida no Brasil (para mais detalhes sobre cores, vejam o post Cores que ajudam).

Gostei da sugestão da pilha de dólares, mas essa vou deixar para os publicitários, pois confesso que estes efeitos especiais não são a minha praia.

Agradeço a participação e contribuição do Cochran, do Walker e do André, que nos deu sua opinião no terceiro comentário:
"Anônimo disse...
Concordo com os outros comentários: tridimensional e começando deslocado do "zero".
Abs
André
5 de novembro de 2010 00:34"



Obrigada!
:Dani

5 comentários:

  1. Cochran
    Você tem até nome de grande estatístico, parabéns.
    Dani, tal qual o Walker, quero saber, quando vem a próxima?
    abs.
    Fisher

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  2. Pessoal,
    Teremos QUIZ todo início de mês (primeira semana), mas poderemos ter algum teste surpresa também! Portanto, preparem-se acompanhando as dicas e discussões nos posts semanais.

    :Dani

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  3. Incrível mas um tal de Cox com um sotaque do velho oeste americano ligou dizendo que o soldo americano não é um bom indicador de custo de vida nos países por aí. Ele prefere sair de solo americano se precavendo através da consulta ao "Índice BigMac" (valor do sanduíche em cada país). Vejam a tabela em The Big Mac index: An indigestible problem -- http://www.economist.com/node/17257797

    Abraços
    Roberto

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  4. Oh grandes gurus! Estou comprando Big Mac na China e vendendo na Suíça.
    Pena que o frete está comendo meus lucros...


    desculpem, não resisti e prometo não fazer outra vez

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