segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Corinthians: pior que tava, ficou.

Terminei o último post prevendo a queda do treinador do Corinthians caso ele não ganhasse do Atlético (de Goiás) ontem. Longe de mim gorar o Timão, mas gostaria de ver o que aconteceria, pois meu interesse estava nas reações das pessoas diante de resultados ruins, mas prováveis. Concluí que torcedor não tem coração pra aguentar baixas probabilidades.
Vejam os resultados dos dois técnicos ao longo do Brasileirão abaixo:

Antes da sequência fatídica de cinco jogos sem ganhar assinalada no gráfico, ninguém diria que o substituto do Mano levaria o time pra baixo. Fazendo um cálculo simplificado supondo que nada mudou no Corinthians, apareceria essa crise com 3% de probabilidade. Explico o cálculo: por hipótese, o Corinthians tem uma chance idêntica de ganhar jogos no Brasileirão de 50% (14 vitórias em 28 rodadas). Cinco rodadas sem ganhar é da ordem, então, de 1/32 (meio elevado à quinta potência).
Ninguém aguentou esse tranco. Com três rodadas adversas já estavam todos de alerta, veja notícia publicada na Folha em 06/10:

Acho um exagero querer a cabeça do técnico com três rodadas ruins, a chance disso é da ordem de 1/8. Mas é a prática comum dos clubes. Pra mim, demissão de técnico é pura expiação, descarrego, vingança contra a "Santa Variância".
Até Roberto

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