terça-feira, 27 de julho de 2010

Cores que ajudam

Foi publicado na Folha de São Paulo no dia 22/07/2010 uma matéria sobre eleitores analfabetos, pg. A08. Ela apresentava o seguinte quadro:



Vejam no mapa vermelho do Brasil como localizamos rapidamente as regiões com maior taxa de eleitores analfabetos ou que nunca freqüentaram escola. Esta visualização foi obtida através do bom uso da escala, utilizou-se do recurso do degradê, isto é, quanto maior a taxa de eleitores analfabetos mais escura a cor do estado.

Além disto, foi disponibilizado o mapa verde do Brasil sobre o percentual de famílias atendidas pelo Bolsa Família, e facilmente conseguimos ver uma correlação entre os mapas. Percebam como a lógica do degradê facilita esta compreensão. Não temos que ficar buscando o que cada cor significa na legenda.

Esta visualização não seria obtida caso fosse utilizado cores diferentes. Veja a ilustração abaixo, retirada do teste de QI de Design Gráfico do site Perceptual Edge, e procure pelas regiões com maiores taxas de crescimento:



Uma melhoria que poderíamos fazer no quadro publicado no jornal seria no gráfico de arco.

No gráfico de arco foi utilizada uma cor diferente para o 1° grau completo o que destacou esta classe sem necessidade. A matéria foca nos analfabetos e nos que não foram à escola. Portanto, estas deveriam ser as classes destacadas. Além disto, poderíamos utilizar um gráfico de barras que facilitaria a comparação dos percentuais entre os graus de escolaridade.



Abraços,
Satomi

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Esteriótipos têm perna curta...

O brasileiro tem uma certa fama de ser um sujeito alegre e caloroso, que sabe levar a vida numa boa. Ao contrário dos alemães, por exemplo, que são tidos como sisudos e metódicos, mais disciplinados. A partir destes esteriótipos, me parece natural pensar que os alemães são mais estressados no trabalho, ou seja, levam mais a sério os problemas profissionais e tendem a ser mais afetados por eles... será?

Olhe o gráfico abaixo que saiu na matéria “Brasileiros estão entre os mais estressados do globo”, Folha de São Paulo, publicada no dia 14 de julho de 2010, pág. C8. Ela mostra o percentual da população economicamente ativa atingida pelo chamado “burn out”, que é o nível mais elevado de estresse, caracterizado por um esgotamento extremo, normalmente associado ao trabalho.



O gráfico mostra que o Brasil é o segundo país com maior índice de “burn out” dentre os destacados, com o Japão na liderança isolada. Não é difícil ver isso no gráfico e a visualização no mapa é agradável, inclusive porque mostra que há dados de várias regiões do planeta, e isso é interessante.

Mas tem uma coisa que me incomoda nele: o fato de comparar os países pelo tamanho do círculo associado a cada país, pois os círculos estão bastante apartados, ora com texto dentro, ora com texto fora. Não seria muito mais fácil – e simples – comparar altura de barras, como no exemplo abaixo?



De todo modo, achei bacana esta matéria porque usou muito sabiamente um gráfico para ajudar no entendimento deste estudo, que vai contra o senso comum. Eis aí um um uso muito nobre para os gráficos!

É isso aí,
Leo

Fonte dos dados: Pesquisa de 2009 do Isma-BR (International Stress Management Association no Brasil)

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Nada se cria, tudo se copia.

O texto "Haiti está à míngua 6 meses após tragédia" foi publicado na Folha de S.Paulo do dia 12 de Julho de 2010. Junto à ele veio o quadro abaixo:




O gráfico da esquerda é daqueles que, só de ler o título, a gente vai sozinho sem explicação de ninguém. Show de gráfico! Se você o estivesse apresentando numa reunião, bastaria ler com calma o título e dizer que a largura das setas azuis representam a quantidade de migrantes. Então você poderia tranquilamente continuar sua fala: "notem que houve uma maior tendência de blá, blá, blá..."

Se você também achou o gráfico super legal, pode estar pensando que se trata de uma novidade. Concordo que a gente não o vê por aí todo dia, mas nada há de novo. Um sujeito francês genial chamado Charles Joseph Minard (http://en.wikipedia.org/wiki/Charles_Joseph_Minard), que viveu há 200 anos, fez um gráfico extremamente parecido cujo título original era "Carte figurative et approximative des quantités de vin français exportés par mer en 1864", que no português é mais ou menos "Carta fugurativa das quantidades aproximadas de vinho francês exportados via mar em 1864". Notem abaixo as semelhanças com o nosso gráfico em estudo:



Viu só? Apenas com o título a gente entende o gráfico todo. Até percebe umas curiosidades tipo não havia ainda, é claro, o canal do Panamá. E como bebiam nossos hermanos! Imagina hoje com todo aquele chocolate que a Alemanha deu na Argentina... Tá provado então: nada se cria, tudo se copia. Na maioria dos casos, isso é ótimo. Gráficos bons ensinam a gente e devem ser copiados.

Agora, nem tudo são flores. Voltem, por favor, ao gráfico original da Folha. Observem o lado direito do quadro. Que confusão é aquela? Cada leitor perde, no mínimo, um minuto indo e voltando nos "labels" das informações. Com 300 mil leitores (tiragem do jornal), 5 mil horas de leitores são perdidas, é mole?

Será que gráfico serve pra tudo? Porque os dados dos desastres são tão discrepantes, nenhum gráfico fica bom neste caso. O jeito é adotar nossa velha e boa tabela. A informação fica clara e organizada. Veja só:



Qualquer hora, quero voltar pra falar mais sobre tabelas.
Conclusão: pau no segundo gráfico! (eu já estava com saudade...)

Até...
Roberto

Um, dois, três: TESTANDO!

Continuando no assunto do último post ("Roda, roda, roda e avisa: um minuto de comencial"), outra campanha publicitária suportada por testes estatísticos foi a da Rayovac. Depois de anos com a imagem daquele coelhinho cor-de-rosa que toca tambor levando a acreditar que a Duracell dura mais, a Rayovac, através de testes estatísticos, mostrou em sua última campanha, “Desafio Rayovac”, que não era bem assim.

Conforme reportagem do Portal Exame no último dia 15 de junho, a campanha da Rayovac exibiu na mídia uma peça publicitária que foi alvo de contestação jurídica por parte da Duracell, por usar, sem autorização a sua marca.


Veja – edição 2158 de 31/03/2010 (página 71)

Vamos deixar a disputa jurídica que envolve o caso para os especialistas. O nosso ponto aqui é que a Rayovac poderia ter utilizado um gráfico para mostrar os resultados dos testes nos quais se baseia para afirmar que “a pilha deles dura tanto quanto a nossa”.

Curiosos a respeito dos testes? Eu também! Fui procurar no site da Rayovac (http://www.rayovac.com.br/) o resultado dos tais testes. E encontrei esses gráficos:





Pau-nos-gráficos! Por dois motivos: primeiro porque a barra está em 3D, segundo porque se a comparação é com Rayovac base 100%, não precisamos desse conjunto de barras azuis, todas de altura 100%, bastava uma linha de referência em 100%.

Infelizmente o site não trás os resultados detalhados ou uma tabela com os valores, mas mesmo assim fiz no “olhômetro” a tabela com os valores e a partir desta os seguintes gráficos:






Fiz os gráficos na horizontal para evitar as legendas diagonais, que no mínimo podem causar uma dor no pescoço, e porque as barras, de certa forma, estão representando tempo de duração das pilhas e usualmente representamos tempo no eixo horizontal.

Mas já que estamos falando de campanha publicitária, vamos à uma alternativa, digamos assim, mais “marketeira”, que evidencia a diferença de desempenho entre as duas marcas.






O site apresenta um relatório técnico com algum detalhamento de como os testes foram conduzidos e sua principal conclusão: “após estes testes efetuados em conformidade com as normas e protocolos estabelecidos pela Comissão Eletrotécnica Internacional (IEC) e do Instituo Nacional Americano de Padronização (ANSI), chegou-se a conclusão técnica de que as pilhas alcalinas da Rayovac tem, em média, a mesma duração das pilhas alcalinas da Duracell”, mas não apresenta os dados com os resultados dos testes. Ponto negativo prá Rayovac!


Nota (postada em 16 de julho de 2010):

Olhando os gráficos, aparentemente, pelas médias ANSI e IEC, a Rayovac dura mais. Pela relatório de detalhamento "chegou-se a conclusão técnica de que as pilhas alcalinas da Rayovac tem, em média, a mesma duração das pilhas alcalinas da Duracell” e pelo slogan da campanha "a pilha deles dura tanto quanto a nossa" concluímos que houve empate técnico entre Duracell e Rayovac, porém, sem a informação da margem de erro ou maiores detalhes dos resutados obtidos, não nos foi possível verificar esse resultado.

:Dani

Fonte:
A reportagem do Portal Exame foi obtida em http://portalexame.abril.com.br/marketing/noticias/rayovac-x-duracell-concorrencia-acaba-tribunal-569872.html?page=1 (14/07 – 10h20min)
A peça publicitária exibida na Veja foi obtida em http://www.veja.com.br/acervodigital/home.aspx (14/07 - 10h30min)
Os gráficos dos testes foram obtidos em http://www.rayovac.com.br/resultados_intertek.htm (14/07 - 10h55min)
O relatório com detalhamento do teste foi obtido em http://www.rayovac.com.br/Detalhamentos.pdf (14/07/2010 - 11h)

quarta-feira, 14 de julho de 2010

"Roda, roda, roda e avisa: um minuto de comercial"

Se você nasceu nos anos 70, ou antes, deve se lembrar, como eu, de alguns clássicos comerciais de TV.

Alguns marcaram pelas músicas (“Roda, roda baleiro atenção, quando o baleiro parar põe a mão...”); outros pelo slogan (“Não basta ser pai, tem que participar”) e outros pelos personagens (“Bonita camisa Fernandinho”). Alguns personagens estão aí até hoje (o garoto Bombril é um deles).

E o baixinho da Kaiser, quem se lembra dele? Pois é, recentemente o garoto propaganda foi substituído por nada mais nada menos que um teste estatístico. Vimos o Humberto Martins apresentando o que a Kaiser chamou de “o maior teste cego desse país”, comparando a preferência do consumidor em relação às cervejas Skol, Brahma, Antarctica, Nova Schin e Kaiser; e ao final concluir “Ou seja, estatisticamente empate técnico”.



Sinceramente, não gostei da forma como os resultados foram apresentados. As garrafas estão fazendo o papel das barras num gráfico. Mesmo concluindo que houve empate técnico, o ângulo e o tamanho diferente das fontes sugerem que a Kaiser foi a campeã na preferência popular (repare ainda que a Brahma tem preferência de 19,7% e a Antarctica de 19,4%, mas a apresentação não seguiu a ordem).

Por que não usar realmente um gráfico de barras? Mostra a informação de maneira clara, sem artifícios.




Além disso, faltou a informação da margem de erro (já falamos sobre ela no post Boa noite William, em 08/jul).
Lá fui eu, ao hotsite da campanha (http://www.testedascervejas.com.br/) a procura dessa informação. Encontrei, não só a margem de erro, que foi de dois pontos percentuais, como esse gráfico mostrando os mesmos dados.



De cara pau-no-gráfico! Gráfico de setores (ou pizza, como é popularmente conhecido) com três dimensões leva pau. Além disso, a escolha dos tons de vermelho esconde a fatia de 2,5% (Ambas/Iguais). Esta fica parecendo sombra das outras.


Mas o ponto mais grave aqui é que o gráfico de setores não foi uma escolha acertada. O gráfico de setores é adequado quando queremos representar partes de um todo. Neste caso, implicaria que a preferência nacional do consumidor de cerveja se divide entre as cinco marcas testadas. Isso não é verdade! Há uma infinidade de outras marcas que certamente têm sua fatia na preferência popular.

Apesar de ter escorregado nesse gráfico, a Kaiser merece um elogio pela forma como divulgou no hotsite da campanha detalhes de como o teste foi conduzido e de seus resultados. Parabéns!

:Dani


Fonte:
O Comercial do teste da cerveja foi obtido em http://www.youtube.com/watch?v=0GsKQLhqZhE (12/07/2010 – 14h40min)
O gráfico de setores e as outras informações sobre os testes foram obtidos em http://www.testedascervejas.com.br/ (12/07/2010 – 14h55min)

quinta-feira, 8 de julho de 2010

A arte de compor quadros

O quadro abaixo apareceu em 10/06/2010 no caderno cotidiano da FSP.

Um crítico de arte não chamaria isso de uma obra-prima, mas quem mexe com dados sabe que compor um quadro desses requer muita destreza. O que vemos é uma reunião de informações na forma gráfica, escrita e desenhada que prendem a atenção do leitor e mexe com seu emocional. Explico:

Primeiro o título com um ótimo gancho, o que seria um ritmo de galinha? Isso inquieta a mente do leitor que vai, automaticamente, procurar explicações dentro do quadro. Logo em seguida, é colocada a informação-tema do quadro, a crítica sobre os efeitos das obras na marginal. Note como o autor foi super direto no texto, "avenidas mais rápidas, cidade mais lenta". Ele mostra isso nos gráficos dos carros. Aliás, fazendo um parêntesis, o desenho dos carros sedimenta a idéia que o assunto é trânsito.

Em seguida, é mostrado um gráfico de tendência da velocidade média na cidade (manhã e tarde). Nele são apontados os investimentos realizados pelo governo e nenhum efeito é percebido. Ao lado, temos um gráfico comparando velocidades de bixos. Fantástico, pois põe o leitor com os pés no chão e tangibiliza o que significa andar a 15km/h, velocidade de uma galinha. Repare que as escalas desses dois gráficos estão sincronizadas, corretíssimo.

E não pára aí não, nosso mestre dos quadros puxa uma última questão: "e quanto gastamos para andar como galinhas?" Questão cuja resposta vem com uma equação (forma gráfica de fácil assimilação) e segue a comparação com coisas tangíveis como obras do metrô. Genial, e super bem humorado.

Dica: da próxima vez que você tiver de fazer uma apresentação no PowerPoint, lembre-se de que é possível usar um só eslaide. Se bem que, para fazê-lo, você vai se esforçar mais que os vinte e poucos usuais, cheios de "bullets" e "embromeixon" de uma apresentação comum.

Show de quadro, parabéns à Folha.
Até...
Roberto

Boa noite William

Em curta passagem pelo Maranhão, acompanhei a Aparecida, senhora de 50 e poucos anos, dar boa noite ao William Bonner a cada final do Jornal Nacional.

Como ela, outros tantos milhões de brasileiros, público fiel do JN, vêem o William comentando os resultados das pesquisas eleitorais.

É um tal de “fulano” tinha tantos por cento das intenções de voto, foi a x%, caiu para y% e agora tem z%. Aí, sempre vem aquele “a margem de erro é de dois pontos percentuais pra mais ou pra menos”.

Na edição da última sexta, dia 02/jul, a apresentação da matéria "Pesquisa mostra empate técnico entre José Serra e Dilma Rousseff" não foi diferente.



Em primeiro lugar quero dizer que já foi um avanço a divulgação da margem de erro nas pesquisas eleitorais. E isto devemos à lei nº 9.504/97 e à Resolução - TSE nº 23.190.

A partir da margem de erro, chegamos a um intervalo de confiança para o percentual de intenção de votos de cada candidato. No caso, a intenção de voto em Dilma vai de 43% a 47% e a intenção de voto em Serra vai de 45% a 49%.



Como os intervalos se sobrepõem (dos 45% aos 47%) dizemos que há empate técnico. Não dá pra dizer que tem um candidato na frente do outro. Numericamente na pesquisa há uma diferença, porém a pesquisa tem incerteza, afinal, é feita com base em uma amostra. Certeza mesmo, só em outubro.

A escolha da margem de erro da pesquisa está diretamente ligada ao número de entrevistas necessárias (conhecido como tamanho da amostra) para estimar a intenção de votos de um determinado candidato. Quanto menor a margem de erro, maior o tamanho de amostra necessário. Na última pesquisa o Datafolha entrevistou 2.650 eleitores. Se quisesse uma margem de erro de um ponto percentual precisaria entrevistar cerca de 10.000 eleitores.

Outro parâmetro importante é o nível de confiança, que no caso foi de 95%. Como eu disse, a obrigatoriedade da divulgação da margem de erro já foi um avanço. Os mais técnicos, como eu, sentem falta da informação do nível de confiança. Mas será que essa informação ajudaria a Aparecida? Ou só traria confusão? Acho que a segunda opção. Por isso vou deixar esse assunto prá uma outra oportunidade.

De qualquer forma, a mesma lei 9504 obriga o registro do nível de confiança adotado e de outros detalhes técnicos da pesquisa e o TSE disponibiliza todos estes dados através do sistema PesqEle.

Ah! Pra não dizer que não falei das flores, ops, do gráfico, a escolha de um gráfico de tendência para mostrar o resultado das pesquisas é acertada, afinal, são dados ao longo do tempo e como todos se referem às pesquisas do mesmo instituto (no gráfico acima o Datafolha) não é demais assumir que a metodologia é a mesma em cada pesquisa e os resultados comparáveis.


:Dani


Fontes:
O gráfico apresentado foi baixado em 07/jul às 15h de http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2010/07/pesquisa-mostra-empate-tecnico-entre-jose-serra-e-dilma-rousseff.html.

A Resolução - TSE nº 23.190 pode ser encontrada em http://www.tse.gov.br/internet/eleicoes/2010/Pesquisas_eleitorais.html.

A Lei nº 9.504/97 foi obtida em http://www.planalto.gov.br/ccivil/leis/L9504.htm.

Informações sobre as pesquisas do Datafolha (BANCO DE DADOS DE SÃO PAULO LTDA.) foram obtidas no sistema TSE-PesqEle em http://www.tse.gov.br/sadAdmPesqEleConsulta/pesquisa.jsp.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Pizzas? Bolhas???? Confusão!

Vejam este gráfico que veiculou na Super Interessante, Edição 280 - Jun/2010, pág 42.



Este gráfico me surpreendeu. Inicialmente parece ser um gráfico de pizzas, mas as pizzas são usadas quando queremos dar a idéia de parte de um todo, isto é, fatiar a pizza. Então não era isto, pois as somas dos valores de aluguéis nada representam.

Analisando com mais atenção e vendo o restante da reportagem, percebi tratar-se de um gráfico de bolhas, mas cadê a bolha? Está representada por um quarto dela. Perceba a dificuldade para fazer as comparações entre os quartis, o aluguel do Rio Sul Shopping (RJ) é maior que do Shopping Morumbi?

Segue abaixo uma sugestão que poderia ser adotada e conseguiríamos comparar os valores de aluguéis mais facilmente.

Outro ponto é a comparação com a média do aluguel residencial que imagino contemplar todo tipo de moradia da mansão a favela. Se o intuito era mostrar que os aluguéis mais caros ficam dentro de shoppings, como está escrito no título, a comparação deveria ser realizada com as áreas residenciais e comerciais mais caras também. Por exemplo, o aluguel do m2 na Anália Franco, no Jardins, na Avenida Paulista, no Leblon, na Lagoa, etc.

Resultado: Pau no gráfico!

Abraços,

Satomi